SiEM 2014

11/04/2014 19:28

A organização da Simulação de Organizações Internacionais para os Alunos do Ensino Médio, torna pública as temáticas discutidas na edição de 2014 do SiEM. Na tentativa de trazer aos secundaristas das escolas públicas e particulares de Florianópolis as principais discussões internacionais, a edição desse ano pretende, a partir das suas reuniões, não apenas trazer a tona temas importantes no contexto geopolítico mundial, mas também entender a importância e o impacto da discussão cultural dentro dos fóruns multilaterais.

Na tradicional Assembleia Geral, o tema a ser discutido é a Crise Institucional do Mali. O país africano chega ao seu estado atual de crise em 2012, após um golpe de Estado que depôs o presidente Touré e a posterior tomada de poder pela Comissão Nacional para a Restauração da Democracia. A instabilidade instaurada, que viu inclusive a suspensão da Constituição de Mali, abriu espaço para as invasões dos rebeldes tuaregue, população separatista que há anos vem entrado em conflito direto com o Governo de Mali.  A situação, que se agrava após a associação da insurgência rebelde com um grupo islâmico e a atuação das tropas francesas no território, é o desafio para os delegados, que vão precisar discutir como estabelecer uma mediação entre rebeldes, Governo e países estrangeiros na tentativa de trazer paz e estabilidade ao território maliense, bem como garantir sua estabilização no pós-conflito.

As Violações de Direitos Humanos na Síria serão discutidas nas reuniões nos âmbitos da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança. A crise no país, que vem crescendo desde 2011, atingiu um número de vítimas assustador em 2013.  Também nesse ano agravou-se a complexidade das atuações estrangeiras em território sírio, com o anúncio de uma possível intervenção militar dos EUA e a contrapartida de um anúncio de assistência incondicional por parte da Rússia. Ao mesmo tempo, as armas químicas também começam a se tornar fonte de grande preocupação, tendo sido usadas em um ataque em agosto de 2013. Assim, cabe aos delegados discutirem os novos desdobramentos desse conflito, envolvendo os recentes fatos acontecidos em 2013, assim como as retaliações por parte do Conselho de Segurança pelo uso de armas químicas e o aprofundamento da crise de refugiados.

No âmbito da União Europeia, o tema da reunião visa debater o Uso do Véu Islâmico. As discussões em torno da vestimenta não apresentam consenso dentre os países participantes dessa organização, sendo que os defensores afirmam fazer parte da construção da identidade das mulheres muçulmanas e os opositores indicam que o véu impede a identificação pessoal e favorece a discriminação contra essas mulheres. O tema, que aborda questões intrinsecamente culturais, também se estrutura em paralelo com fatores importantes como: a expansão do islamismo na Europa, as liberdades individuais, a integração da população muçulmana às sociedades abrangentes e a aceitação da cultura e religião por parte dos europeus. Ainda que a proibição do véu em si seja inadmissível frente as leis de liberdade religiosa da organização, existem brechas jurídicas que podem ser abordadas por aqueles que defendem sua proibição, como impedir todo e qualquer tentativa de cobertura do rosto. Assim, cabe aos delegados integrar conceitos geopolíticos e culturais para encontrar visões enriquecedoras para esse debate.

A edição de 2014 espera receber aproximadamente 600 estudantes de todas escolas públicas e particulares de Florianópolis e região.

As inscrições para o projeto em 2014 já estão encerradas, entretanto, no segundo semestre já iniciaremos os preparativos para o VII SiEM, que será realizado em 2015.

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SiEM 2013

04/04/2013 19:27

A organização da terceira edição da Simulação de Organizações Internacionais para Alunos do Ensino Médio torna público os temas trabalhados na edição de 2013 do SiEM. Na tentativa de expandir e aprofundar os estudos sobre política internacional, o projeto continua trazendo temas de impacto global para as simulações, que serão realizadas no dia 04 de maio. Nesse sentido, esse ano os temas das reuniões abordam desde assuntos puramente conflitivos até discussões sobre reconhecimento, direitos humanos e justiça social.

A tradicional reunião da Assembleia Geral será realizada em dois períodos (manhã e tarde), abordando diferentes temas. Pela manhã, o comitê buscará discutir a Situação da Síria. O país, que em 2011 foi assolado por uma série de protestos contra a família al-Assad, registrou já no mesmo ano número absurdos de mortos e presos. A situação, que além de envolver conflitos ideológicos entre xiitas e sunitas, vem se agravando com o envolvimento de potências internacionais como a Rússia e a China. Dessa forma, a reunião busca discutir as melhores medidas a serem tomadas para a resolução do conflito, assim como questões políticas posteriores, como quem seria responsável por governar o país com a deposição de al-Assad.   

Na reunião da tarde da Assembleia Geral discute-se o Reconhecimento de Taiwan como Estado-membro das Nações Unidas. Taiwan é uma ilha que fica aproximadamente 180 quilômetros da costa sudeste da China. Após a derrubada de Chiang Kai-shek pelas forças comunistas em1949, a situação começava a se desenhar, com o governo chinês, agora comunista, fortalecido e com Chiang sendo obrigado a se retirar para a ilha de Taiwan. Mais tarde, com o apoio dos EUA a Chiang, as regiões tomaram formas mais concretas de uma oposição entre comunismo, na China, e capitalismo, em Taiwan.  Sob um constante medo de uma invasão chinesa e progressivamente perdendo o apoio dos EUA, Chiang instituiu um governo autoritário sob a força de uma Lei Marcial, só derrubada em 1987, com o Partido Progressista Democrático. Essa reunião busca, então, discutir se Taiwan preenche os requisitos para se tornar um estado-membro da ONU e como resolver o empasse da ilha com a China.

  No âmbito do Conselho de Segurança das Nações Unidas será discutido o Caso de Sakineh Ashtiani. O caso ficou mundialmente famoso por sentenciar a morte por lapidação (apedrejamento) a iraniana de 45 anos, sob acusações de assassinato e adultério. As controvérsias em torno do julgamento, que envolveram a retirada das acusações de assassinato posteriormente, a confissão por coerção e a barreira linguística entre ré e juiz, levaram os filhos de Sakineh a enviar cartas á organizações internacionais de direitos humanos. Assim, mesmo que a opinião internacional estivesse a favor da acusada, a pena de morte não foi retirada. Sakineh segue presa e no aguardo de uma nova sentença, cabendo a essa reunião, portanto, discutir as implicações das leis penais do Irã, o caráter de justiça de seu julgamento e as ações que devem ser tomados pela comunidade internacional de países.

A edição de 2013 espera receber aproximadamente 400 estudantes de todas escolas públicas e particulares de Florianópolis e região.

As inscrições para o projeto em 2013 já estão encerradas, entretanto, no segundo semestre já iniciaremos os preparativos para o IV SiEM, que será realizado em 2014.

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SiEM 2012

11/03/2012 19:26

A organização da segunda edição da Simulação de Organizações Internacionais para Alunos do Ensino Médio torna público os temas trabalhados na edição de 2012 do SiEM. As simulações, que nesta edição acontecem em dois dias, sendo eles 14 e 15 de abril, continuam a trajetória iniciada pelo I SiEM, ao trazer assuntos de relevâncias para o cenário internacional, visando um aprofundamento maior de temas de conflito, tanto econômico quanto político, assim como temas de identidade e reconhecimento internacional. Além do mais, o II SiEM reforça o compromisso crescente do projeto com temas ambientais, trazendo em uma de suas reuniões a discussão sobre mudanças climáticas.

A Assembleia Geral vai tratar de dois temas esse ano, sendo o primeiro deles o Fim do Embargo á Cuba.  As restrições econômicas impostas pelos Estados Unidos, que já se formulavam desde 1962, se agravaram depois que Cuba perdeu o apoio político e econômico da antiga União Soviética, conduzindo o país a uma situação de certo isolacionismo comercial. Os EUA, que sempre tiverem interesse na região, construíram o discurso para o embargo em cima da garantia de democracia e do anticomunismo. O tema já foi levado diversas vezes ao conhecimento da comunidade internacional e apresenta, além de prejuízos econômicos profundos, acusações de violações do Direito Internacional. Cabe aos delegados, então, discutir como garantir o fim do bloqueio e avaliar as possibilidades de uma reaproximação entre EUA e Cuba e entre Cuba e o resto do mundo.

O outro tema discutido pela Assembleia Geral pretende abordar A Questão Palestino-Israelense. Os desentendimentos entre  os árabes da Palestina e os judeus do futuro Estado de Israel remontam desde o começo do século XX, passando por guerras, invasões a países vizinhos, insurreições e questões de refugiados, até as primeiras negociações bilaterais entre israelitas e palestinos nas reuniões de 1992 e 1993. No entanto, o problema entre os dois povos parece longe de acabar, se agravando atualmente em relação aos refugiados, à Jerusalém e aos assentamentos (tidos como formas de colonização) de Israel na Faixa de Gaza.  Nessa reunião, o desafio dos delegados será se debruçar sobre a questão principal do reconhecimento da Palestino pelos outros países da comunidade internacional.

No âmbito do Conselho de Segurança, o tema é A Intervenção na Líbia. Influenciado pela Primavera Árabe, em 2011, se iniciam na Líbia protestos contra o governo de Kadafi, responsável por diversas violações de direitos humanos durante seu regime, instituído através de um golpe de Estado.  Tempos depois cria-se o Conselho Nacional de Transição, anti-Kadafi, que começa a ser reconhecido como o governo legítimo pela comunidade internacional. Nesse contexto de contestação, se aprofundam os embates entre os grupos de Kadafi e os movimentos de oposição dentro do país, sob a influencia de países como França e EUA, e organizações como a OTAN. Os delegados, nessa reunião, precisam discutir a potencialidade desse conflito como ameaça à manutenção da paz e à segurança internacional.

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas tem como objetivo reunir líderes mundiais para discutir a pauta das Mudanças Climáticas, em especial o aquecimento global. O debate, que gira em torno de pautas como a emissão de carbono por países industrializados e a tentativa de redução de emissões por países em desenvolvimento, se estrutura em cinco eixos principais, sendo eles visão compartilhada, mitigação, adaptação, transferência de tecnologia e apoio financeiro. Através de debates, os delegados precisam chegar a consensos em relação às melhores maneiras de se atingir os objetivos climáticos da COP, ao mesmo tempo que mitigar o conflito entre industrialização e sustentabilidade.

A edição de 2012 espera receber aproximadamente 300 estudantes de todas escolas públicas e particulares de Florianópolis e região.

As inscrições para o projeto em 2012 já estão encerradas, entretanto, no segundo semestre já iniciaremos os preparativos para o III SiEM, que será realizado em 2013.

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